Focalizando o Trabalhador Espírita: Deusa Samu

Image

ENTREVISTA PARA ISMAEL GOBBO AO

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPÍRITA

 

A entrevistada Deusa Samu, reside na cidade de São Paulo, onde trabalha em clinica de psicologia e em hospitais. É autora de três livros e, como espírita, freqüenta o Centro Espírita Seara Bendita onde atua em diversos setores. Deusa, uma excelente oradora, proferiu mais de mil palestras pelo Estado de São Paulo.

 

 

Deusa poderia nos fazer sua apresentação?

 

Nasci no Piauí, na cidade de Piripiri que é o nome de um capim utilizado para alimentar gado. Meu pai bem rígido por ser militar nos educou tendo como regime esse parâmetro. Éramos católicos e íamos à missa sempre, aliás, era nosso único passeio já que a cidade não tinha muito a oferecer. Fiz catecismo, primeira comunhão e crisma. Fui catequista bem cedo porque me destacava na oratória junto aos colegas. Tenho duas irmãs e um irmão que é evangélico. Fui casada 20 anos e tive três filhos: Rodolfo, Rafael, este já desencarnado, e Paulo que atende pelo apelido de Ném.

 

 

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

 

Tenho formação em psicologia com especialização nas áreas de hospitalar, luto e UTIs. Possuo licenciatura em Antropologia, Sociologia e Filosofia. Estou pós graduada em Tanatologia (educação para a morte) pela USP. Trabalho há 10 anos atuando na Clínica e em hospitais. Escrevi e lancei no mercado 3 livros: “Almas no divã”, “Casos pensados” e “Falo, logo me liberto”. Ministro palestras em instituições em geral.

 

 

Como conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

 

Conheci o Espiritismo através de uma amiga que muito me ajudou num momento muito difícil da minha vida e passei a estudar a Doutrina desde então.

 

 

Poderia nos descrever sua trajetória de atuação no Movimento Espírita?

 

Fiz todos os cursos indicados pela Federação (Básico, Educação mediúnica, Educação evangélica, Especialização para expositor de ensino e de evangelho, Orientador espírita para atendimento fraterno). Já são 26 anos de atuação. Ministrei mais de mil palestras pelo estado de São Paulo.

 

 

A que casa espírita está vinculada presentemente e quais atividades que desenvolve?

 

Estou vinculada à Seara Bendita, na qual trabalho ministrando cursos na Área de Ensino (sábados à noite), palestras na Área de Assistência Espiritual (quartas à noite) e faço parte da equipe de coordenação da Reunião de Pais (sábados à tarde). Nosso Centro conta hoje com 5.300 alunos inscritos nos cursos que oferecemos. Passam pela nossa Assistência Espiritual (passes) 3.200 assistidos por semana.

 

 

Como tem aplicado seus conhecimentos espíritas em sua profissão?

 

Sempre trabalhei tendo como referência fundamental que à minha frente no setting terapêutico está um Espírito que traz consigo uma bagagem anterior, que tem uma tarefa definida neste planeta e que caminha para a Luz. E isso faz toda a diferença. Procuro sempre aplicar a máxima do Cristo “faça ao outro aquilo que quer para você”

 

 

Quais os assuntos que aborda em suas palestras e seminários?

 

Qualquer passagem evangélica sempre aliando meus conhecimentos intelectuais/acadêmicos adicionados à experiência diária. Porém os assuntos de maior demanda são sempre aqueles relacionados à família, nos quais contemplo a maternidade e paternidade como missão conforme duas perguntas de “O livro dos espíritos”, as de números 208 e 582.

 

 

Você tem feito estudos sobre EQM com pacientes?

 

Não. Tenho estudado muito esse assunto. Participei de vários congressos e tenho como referência Raymond Mood, Melvin Morse, Ian Stevenson e Keneth Ring

 

 

Poderia nos relatar algum caso que reputa interessante?

 

Sim. Esse relato consta do meu primeiro livro “Almas no divã”. Era carnaval, eu passava visita na UTI e um colega médico me alertou que seria desnecessário passar no leito 323 por tratar-se de um “DF” (diagnóstico fechado, não há o que fazer). Eu ignorei completamente a fala do colega e fiz o atendimento normalmente apesar da pessoa daquele leito não ter dado nenhum sinal. Fui para a folga e quando retornei na quarta feira de cinzas a enfermeira chefe da UTI me recebeu com espanto dizendo que a “DF” havia voltado. Fui passar a visita e ao me identificar, a paciente disse que sabia quem eu era, que havia ouvido tudo que eu dissera quando ela estava no coma e que queria que eu explicasse o que significava “DF”. Eu a abracei e disse rindo que “DEUS É FENOMENAL”.

 

 

Que recomendação faz quando percebe que o paciente está sendo vitimado por uma obsessão? Indica, por exemplo, um tratamento espiritual?

 

Normalmente pergunto se o paciente professa alguma religião e, nesse sentido, o oriento a buscar acolhimento espiritual na sua igreja porque os bons espíritos quando evocados se fazem presentes sempre.

 

Como tem enxergado a relação entre pais e filhos?

 

Os pais andam desorientados e necessitam buscar conhecimentos na área da psicologia do desenvolvimento e faz-se imprescindível conceber Deus de alguma maneira visando a evolução dos espíritos que estão filhos carecendo de referências bem consolidadas moralmente.

 

Os limites precisam ser observados?

 

Sim. Como disse André Luiz “Se não acreditas em disciplina, observa um carro sem freios.” Urge que sejamos faróis nas vidas dos nossos filhos apontando o caminho da evolução sempre no bem.

 

 

E quando eles não são aceitos como devem agir os pais?

 

Quando eles são colocados desde tenra idade, dificilmente serão contestados. Por outro lado, devemos considerar que nossos filhos são espíritos, os seres inteligentes do Universo, portanto funcionam como alavancas para revermos nossos próprios paradigmas e aprendermos sempre juntos.

1º Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade (São Paulo, SP)

Image

 

4, 5 e 6 de setembro de 2010
Centro de Convenções Rebouças
São Paulo – SP

Esse evento histórico, inédito no Brasil, pretende discutir a inserção da espiritualidade na educação, de maneira plural e inter-religiosa!

Tradicionalmente, desde o pajé da tribo ao monge medieval, a educação esteve sempre nas mãos das religiões. Mas, as sociedades democráticas ocidentais expulsaram a religião da escola, para promover a liberdade de pensamento e o pluralismo. Por isso, hoje, grande parte da educação formal, que as crianças e os jovens recebem, está divorciada de valores espirituais e do cultivo da fé. Por outro lado, mesmo numa sociedade fortemente laica, ainda existem as facções religiosas fundamentalistas, que pregam a intolerância e o fanatismo.

Na área da saúde, depois de dois séculos de reducionismo biológico, alguns cientistas pesquisam hoje os benefícios da espiritualidade para os seres humanos. A fé, vivenciada de maneira saudável, sem medos e repressões, favorece a superação diante dos problemas da vida e da morte e confere sentido à existência humana.

Põe-se então uma questão: como recuperar a espiritualidade na educação – necessária, culturalmente válida e benéfica à existência – sem cairmos no ensino confessional impositivo, que não respeita a pluralidade?

 

Pesquisadores e educadores atuantes em universidades e organizações não governamentais de diferentes países têm proposto idéias neste sentido, incluindo o diálogo inter-religioso e o resgate da espiritualidade de forma plural. No Brasil, esse movimento ainda é tímido. Universidades e centros de pesquisa costumam rejeitar a inclusão da espiritualidade, seja como objeto de investigação, seja como dimensão a ser respeitada na educação do ser humano.

Essa atitude acadêmica não leva em conta a realidade da população brasileira, em sua maioria (mais de 90%, segundo todas as pesquisas), ligada a algum tipo de espiritualidade ou religião. Desde 2004, a Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, em convênio com a Universidade Santa Cecília, em três Congressos Brasileiros de Pedagogia Espírita, tem trabalhado por essa idéia de inclusão da espiritualidade na educação, de forma inter-religiosa, interdisciplinar e plural.

Nos dias 4, 5 e 6 de setembro de 2010, realiza-se o 1º CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE, simultaneamente ao 4º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita.

A temática se divide em três eixos: saúde e espiritualidade, educação e espiritualidade e reencarnação e educação.

Saúde e espiritualidade – resultados de pesquisas de mais de duas décadas, a respeito dos benefícios da espiritualidade na saúde física e mental, implicam na necessidade de resgatarmos essa dimensão humana na prática educacional.
Educação e espiritualidade – propostas de pesquisadores universitários e de representantes de diversos segmentos religiosos oferecem diretrizes para a inserção da espiritualidade na educação, sem imposições doutrinárias.
Reencarnação e educação – no Brasil, quase 50% da população é adepta da idéia da reencarnação e pesquisas científicas internacionais indicam possíveis evidências para esta hipótese; que impacto essa idéia pode produzir na educação?

PROGRAMAÇÃO

 

Saúde e espiritualidade

• Viagens para o bem-estar – caminhos terapêuticos e pedagógicos
Dr. Robert Cloninger (Universidade Washington, Saint-Louis- EUA)

• Evidências do impacto da espiritualidade sobre a saúde
Dr. Alexander Moreira-Almeida (Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF-MG)

• O ProSer e seus projetos
Dr. Frederico Leão (Hospital João Evangelista/ProSer-USP)

Educação e espiritualidade

• Espiritualidade, educação e diálogo inter-religioso
Drª Marian de Souza (Universidade Católica da Austrália)
Dr. André Andrade Pereira (UFF – Universidade Federal Fluminense)

• Espiritualidade, progresso educacional e desenvolvimento positivo da juventude
Profª. Laura H. Lippmann, diretora do Education and Data Development Child Trends (Washington DC – EUA)

• Educação, Espiritualidade e Ética
Dr. João Francisco Régis de Morais (Unisal/Unicamp)

• Educação e pluralismo – a história da tolerância
Dr. Alysson Leandro Mascaro (USP)

• Religiões como fonte de valores
Dr. Luiz Jean Lauand (USP) (catolicismo)
Dr. Juarez Tadeu de Paula Xavier (Unicid) (tradições afro-brasileiras)
Dr. Leonildo Silveira Campos (Universidade Metodista) (protestantismo)
Monja Coen Sensei (budismo)
Rabino Alexandre Leone (USP) (judaísmo)
Drª.Dora Incontri (espiritismo)

• A educação, a vida, a morte e a espiritualidade
Dr. Franklin Santana Santos (USP)
Dr. Przemys?aw Grzybowski (Universisdade de Bydgoszcz – Polônia)

• A religiosidade na Educação em Janusz Korzcak
Drª. Ana Szpiczkowski (USP)
• Comenius, espiritualidade e diálogo inter-religioso
Prof. Luis Augusto Beraldi Colombo (ABPE)

A hipótese da reencarnação e a educação

•Evidências Ciêntíficas da reencarnação?
Dr. Jim Tucker (Universidade de Virginia- EUA)

•Reencarnação e Pedagogia, manifestações e implicações da Índia aos povos indígenas do Canadá
Drª.Antonia Mills (Universidade da Nothern British Columbia-Canadá)

•Reencarnação e Budismo
Prof. Tiago Pires Tatton Ramos (Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF-MG)

•Platão e a reencarnação
Prof. Alessandro Cesar Bigheto (ABPE)

•Implicações pedagógicas da reencarnação
Drª.Dora Incontri (ABPE/Unisanta)

Evidências da sobrevivência e suas implicações na Psicologia
Dr. Julio Peres (USP)

• Pedagogia da Espiritualidade – Educação das Almas
Prof. Ney Lobo

• Aspectos filosóficos e psicológicos da Educação Espírita
Dr. André Luiz Peixinho (UFBA – Universidade Federal da Bahia)

• A Pedagogia Espírita: uma proposta brasileira
Drª.Dora Incontri (ABPE/Unisanta)

Apresentação de trabalhos orais e posters
Associações

 

CONVIDADOS INTERNACIONAIS (confirmados)

Antonia Mills, formada em Artes e Ciências, PHD por Harvard, pós-doutora em Ciências Sociais. Professora da Universidade Nothern British Columbia (Canadá), membro ativo do programa de estudos das nações indígenas. Ativista em favor dos direitos indígenas e pesquisadora da reencarnação entre eles. Co-autora da obra Amerindian Rebirth: Reincarnation Beliefs among North American Indians and Inuit (Renascimento entre os indígenas amereicanos: crenças de reencarnação emtre os índios norte-americanos e inuit) (sem tradução e português).

Claude Robert Cloninger, doutor em Medicina, psiquiatra e geneticista, conhecido por sua pesquisa pioneira sobre as bases biológicas, psicológicas, sociais e espirituais da saúde e da doença mental. Professor de Psiquiatria e Genética e diretor do centro do Bem-estar da Universidade Washington em Saint Louis. Membro dos programas de genética estatística e de neurociência da Divisão de Biologia e Ciências Biomédicas da Universidade Washington. Autor de Feeling Good: The Science of Well-Being (Sentido-se bem, a ciência do bem-estar) (sem tradução em português). Diretor da Fundação Anthropedia.

Jim B. Tucker, doutor em Medicina, é diretor médico da Clínica Psiquiátrica da Família e da Criança e professor assistente da Divisão de Estudos de Percepção e da Divisão de Psiquiatria da Família e da Criança, ambas da Universidade de Virginia USA. Os seu principais interesses na pesquisa acadêmica são crianças que parecem ter recordações de vidas passadas e lembranças pré-natais e de nascimento. Ele é o autor do livro Vida antes da Vida: Uma investigação Científica sobre Crianças com Lembranças de Vidas Passadas, (com tradução em português).

Laura H. Lippman, antropóloga, demógrafa, diretora da Child Trends (Ong de Pesquisa e desenvolvimento da Criança), co-autora do livro What do children need to flourish? (O que as crianças precisam para florecer?) e participa da obra The Handbook of Spiritual Development in Childhood and Adolescence (Manual do Desenvolvimento Espiritual na Infância e na Adolescência), ambos sem tradução em português. Trabalha em escalas de espiritualidade entre os jovens, com o apoio da John Templeton Foundation.

Marian de Souza, Professora Titular da Universidade Católica da Austrália, Editora do Journal of Religious Education (Jornal de Educação Religiosa). Principal organizadora do livro International Handbook of the Religious, Moral and Spiritual Dimensions in Education. (Manual Internacional das Dimensões Religiosa, moral e espiritual da Educação) (sem tradução em português). É conselheira honorária do Centro de Educação Religiosa e Espiritual de Hong Kong e organizadora do 8ª Conferência Internacional para a Espiritualidade da Infância na Universidade Católica da Austrália (2008).

Przemys?aw Grzybowski, Doutor em Ciências Humanas pela Faculdade de Educação Intercultural na Universidade de Bia?ystok. Docente da Universidade de Bydgoszcz. Autor de diversas obras e artigos sobre educação inter-cultural, co-autor de obras sobre Tanatopedagogia. Integrante do movimento internacional de Patch Adams.

CONVIDADOS NACIONAIS (confirmados)

Alessandro Cesar Bigheto, pedagogo, mestre em História da Educação pela Unicamp. Professor de Ética e Filosofia no ensino fundamental, médio e superior. Autor de Eurípedes Barsanulfo, um educador de vanguarda na Primeira República (Editora Comenius) e co-autor de Todos os Jeitos de Crer e Jeitos de Crer (9 volumes de ensino inter-religioso) (Editora Ática) e de Filosofia, Construindo o Pensar (Editora Escala Educacional).

Alexander Moreira-Almeida, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela USP, pós-doutor pela Universidade de Duke, professor Adjunto de Psiquiatria e Semiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Diretor do NUPES – Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF.

Alexandre Leone, rabino da Comunidade Judaica de Alphaville (SP) doutor em cultura judaica na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas -USP, pesquisador do Centro de Estudos Judaicos da USP e professor da Escola Dominicana de Teologia de São Paulo e do CCEJ ligado à Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção.

Alysson Leandro Mascaro, rofessor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco). Professor dos cursos de Mestrado e Doutorado em Direito Político e Econômico e da Graduação em Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutor e Livre-Docente em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo.

Ana Szpiczkowski, Profa. Dra. do Curso de Pós Graduação em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas da Universidade de São Paulo. Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Universidade de São Paulo (LEI-USP). Pedagoga com especialização em Administração Escolar e Orientação Educacional pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Castro Alves, Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Doutora em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo.

André Andrade Pereira, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e doutor em Ciências da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É professor da UFF (Universidade Ferederal Fluminanse), no curso de Pedagogia.

André Luiz Peixinho, graduado em Medicina, Filosofia e Psicologia, mestre em Medicina Intrena e Doutor em Educação (Unversidade Federal da Bahia – UFBA) Especializado em Terapia regressiva a vivências passadas pelo Woolger Training Internacional (EUA). Atualmente é professor titular de Saúde da Família da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, professor adjunto IV da Faculdade de Medicina da Bahia, coordenador pedagógico do Instituto Junguiano da Bahia, coordenador do Centro de Decisão da Sociedade Hólon.

Dora Incontri, jornalista, mestre, doutora e pós-doutora em Filosofia da Educação pela USP, diretora da Editora Comenius, coordenadora geral da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, coordenadora da pós-graduação de Pedagogia Espírita pela Unisanta (Universidade Santa Cecília) e pela Unibem (Faculdades Integradas Espíritas). Autora de mais de 30 obras sobre educação, espiritualidade e espiritismo, entre outras: Pedagogia Espírita, um projeto brasileiro e suas Raízes (Editora Comenius), Vivências na Escola (Editora Comenius), Deus e deus (Editora Comenius), co-autora de Todos os Jeitos de Crer e Jeitos de Crer (9 volumes de ensino inter-religioso) (Editora Ática) e de Filosofia, Construindo o Pensar (Editora Escala Educacional) e de A Arte de Morrer – visões plurais (vol. 1) (Editora Comenius).

Franklin Santana Santos, doutor em Medicina pela USP, pós-doutorado em Psicogeriatria pelo Instituto Karolinska na Suécia. Coordenador dos Cursos de Tanatologia-Educação para a morte e Cuidados Paliativos da Disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP, professor responsável pela disciplina Tanatologia-Educação para a Morte, na pós-graduação em Ciências Médicas da FMUSP. Coordenador do NIEPES-Núcleo Interdisciplinar de Estudo e Pesquisa em Educação e Saúde. Editor dos livros: A Arte de Morrer-Visões Plurais Vol I e II (Editora Comenius) Cuidados Paliativos-Discutindo a Vida, a Morte e o Morrer (Editora Atheneu).

Frederico C. Leão, médico psiquiatra, mestre pela USP, doutor pela PUC-SP. Diretor Executivo do Hospital João Evangelista. Médico do IPQ-HC-Faculdade de Medicina da USP. Coordenador do ProSER (Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade da Insitituto de Psiquiatria-Hospital das Clínicas-FMUSP).

João Francisco Régis de Morais, mestre em Filosofia Social pela Unicamp, doutor e livre-docente pela Unicamp e Professor do Centro Universitário Salesiano. Mais de 30 capítulos em livros e mais de 50 livros publicados, entre eles Espiritualidade e Educação (CEEAK), Ecologia da Mente (Editora Psy), Violência e Educação (Editora Papirus), Educação, Mídia e Meio Ambiente (Editora Atomo).

Juarez Tadeu de Paula Xavier, graduado em Comunicação Social Jornalismo pela PUC-SP, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela USP. Pesquisador do Centro de Estudos Latino Americano sobre Cultura e Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de S. Paulo (Celacc/ECA/USP). Professor da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Especialista em tradições afro-brasileiras.

Julio Peres, psicólogo clínico, doutor em Neurociências pela USP, pós-doutor pelo Center for Mind and Spirituality da Universidade da Pensilvânia. Autor do primeiro estudo Latino Americano que investigou cientificamente os efeitos neurobiológicos da psicoterapia através da neuroimagem funcional. Possui vários artigos científicos publicados sobre psicoterapia, espiritualidade e superação. Autor do livro Trauma e Superação: o que a Psicologia, a Neurociência e a Espiritualidade ensinam (Editora Roca). Desenvolve pesquisas científicas sobre resiliência, espiritualidade/reencarnação e respectivo impacto na Saúde.

Leonildo Silveira Campos, graduado em Teologia (Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil) e em Filosofia (Universidade de Mogi das Cruzes), doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Professor titular da Universidade Metodista de São Paulo.

Luis Augusto Beraldi Colombo, arquiteto e designer, mestre em Educação, Arte e Cultura pela Universidade Mackenzie. Autor do livro Comenius, Educação e o Ciberespaço (Editora Comenius). Professor na pós-graduação de Pedagogia Espírita (ABPE/Unibem/Unisanta).

Monja Coen Sensei, missionária oficial da tradição Soto Shu – Zen Budismo com sede no Japão e é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista (SP). Iniciou seus estudos budistas no Zen Center of Los Angeles – ZCLA. Foi ordenada monja em 1983, mesmo ano em que foi para o Japão aonde permaneceu por 12 anos sendo oito dos primeiros anos no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo.Participou de vários cursos e programas de formação para monges tendo se graduado no mestrado da tradição Soto Shu.

Luiz Jean Lauand, mestre e doutor em História e Filosofia da Educação pela USP. Professor Titular da Faculdade de Educação da USP. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da FEUSP. Fundador e diretor do CEMOrOc- Centro de Estudos Medievais – Oriente e Ocidente, do EDF-FEUSP. Prof. Investigador e Pesquisador Emérito do IJI – Instituto Jurídico Interdisciplinar da Univ. do Porto. Acadêmico da Real Academia Espanhola de Letras de Barcelona (Reial Acadèmia de Bones Lletres – Membro correspondente)

Ney Lobo, graduado em Filosofia, conduziu uma experiência pedagógica nas décadas de 60 e 70, criando a Cidade-Mirim, no Instituto Lins de Vasconcellos, em Curitiba (Paraná). Autor de obras sobre educação como: Filosofia Espírita da Educação (FEB Editora), Prática da Escola Espírita (Editora Auta de Souza). Trabalha atualmente na obra Pedagogia da Espiritualidade (em 8 volumes) ainda inédita.

Tiago Pires Tatton Ramos, psicólogo, com especialização e mestrado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF/MG. Leciona na pós-graduação da Faculdade Estácio de Sá/JF e é membro do NUPES/UFJF (Núcleo de Estudos em Espiritualidade e saúde)

INSCRIÇÕES E VALORES:

www.pedagogiaespirita.org.br
abpe@uol.com.br
(11) 4032 8515
(11) 8155 8005

REALIZAÇÃO:

Image

 

Informação em email de Luisa Módena

Humanizar 2010 (Olinda, Pernambuco)

HUMANIZAR 2010

ATITUDES DE AMOR NA SEARA ESPÍRITA

 

Tema Central:

A MAIORIDADE DO PENSAMENTO ESPÍRITA

 

Teatro Ribeira, Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda

7 e 8 de agosto de 2010

Sábado, 7 de agosto

 

 

HORÁRIO

PROGRAMAÇÃO

8h – 8h30

Momentos de Esperança

8h30 – 9h30

Exposição. Seara Bendita: Wanderley Oliveira (MG)

9h30 – 10h30

Exposição. Unidos pelo Amor: Carlos Pereira (PE)

10h30 – 11h

Intervalo

11h – 12h

Debate. Wanderley Oliveira e Carlos Pereira

12h – 14h

Intervalo

14h – 15h

Exposição. Laços de Afeto: Lourenço Barros (PE)

15h – 16h

Exposição. Escutando os Sentimentos: Rosana Machado (PE)

16h – 16h30

Intervalo

16h30 – 17h30

Debate. Lourenço Barros e Rosana Machado

17h30

Encerramento

Domingo, 8 de agosto

 

HORÁRIO

PROGRAMAÇÃO

8h – 8h30

Momentos de Esperança

8h30 – 9h30

Exposição. Mereça Ser Feliz: Rosemere Kiss Guba (PE)

9h30 – 10h30

Exposição. Reforma Íntima sem Martírios: Alexandra Torres (PE)

10h30 – 11h

Intervalo

<span style=”font-size: 12pt; font-family: Sylfaen;”

 

Sábado, 7 de agosto

Padre Fábio de Melo tece Comentários sobre Chico Xavier

Image

por Wellington Balbo

Assisti a entrevista que o Padre Fábio de Melo concedeu à jornalista Marilia Gabriela no canal SBT – Sistema Brasileiro de Televisão no último domingo, 20/06/2010. Entre os inúmeros assuntos abordados, ele narrou um pitoresco fato envolvendo uma fiel que o procurou para falar acerca de um problema grave.

A beata estava preocupada com a repercussão do centenário de nascimento do médium Chico Xavier. Filmes, reportagens e matérias pertinentes à vida do mineiro de Pedro Leopoldo, na opinião da senhora, exercem perniciosa influência na sociedade. Portanto, defensora da moral e dos bons costumes buscou o sacerdote para que ele, quem sabe, aceitasse comandar uma iniciativa dos padres contra a avalanche Chico Xavier.

O padre Fábio de Melo tranqüilizou-a, afirmando:

Por que levantarmos vozes contra Chico Xavier, uma figura que exemplificou o amor, sensível e que dedicou toda sua vida ao semelhante? Não há razão para isso. Embora eu não seja reencarnacionista, admiro o cidadão Chico Xavier, sua sensibilidade…

 

Admirável a resposta do padre!

O fato de discordar de Chico torna o seu posicionamento ainda mais notável. Fácil admirar quem compartilha nossos ideais. Difícil, no entanto, olhar com generosidade e valorizar aqueles cujo pensamento diverge do nosso.

Padre Fábio de Melo deixou de lado o rótulo e mergulhou na essência: os exemplos de Chico, um homem Cândido.

A religião que professamos é apenas o rótulo, a essência são nossas atitudes. E negar a grandeza do coração de Chico Xavier é “tapar o sol com a peneira”. Aliás, não apenas de Chico, mas de tantos outros missionários da bondade.

Quem em sã consciência pode tecer comentários maldosos do evangélico Martin Luther King ou de Madre Tereza de Calcutá? Impossível, são criaturas que deixaram contribuições marcantes no campo do amor e do idealismo, independentemente de suas religiões.

Não compreendo como há gente que se nega a valorizar as boas atitudes dos outros porque professam a religião A ou B. Trata-se de uma bobagem monumental, parece coisa de criança mimada. Aliás, muitas vezes nem entre confrades existe essa valorização. Uma pena!

Diferente agiu o padre: mesmo discordando dos princípios da crença de nosso Chico ele afirmou admirar o cidadão Chico Xavier. Quebrou o paradigma, olhou além das diferenças e proporcionou singular lição àquela senhora que alimentava deliberadamente o preconceito.

Com sua postura íntegra o Padre Fábio de Melo ganhou um novo admirador. Não poderia, portanto, deixar de registrar a digna atitude do sacerdote a fim de que sigamos seu exemplo de valorizar o trabalho alheio.