por Ary Brasil Marques

Ary Brasil Marques

Ary Brasil Marques

Um dos momentos mais tristes do ser humano aqui na Terra é a hora do desencarne de um ente querido.

A morte, fenômeno que alcança a todos os seres vivos, ainda é vista como o maior de todos os males, e traz consigo a dor da separação e a saudade que machuca. Por mais preparada que esteja a pessoa em relação ao momento fatal, não há quem não seja abalado emocionalmente pela chegada da morte, ceifando a vida de alguém querido.

A Doutrina Espírita vem nos trazer o consolo e o esclarecimento. Ela nos mostra que somos espíritos imortais e que o corpo físico que usamos aqui na Terra é apenas um veículo para nosso uso durante o tempo que aqui permanecemos, e que não representa nossa verdadeira identidade. Quem morre na Terra apenas transpõe uma fronteira entre dois mundos, permanecendo vivo e dotado de todas as suas faculdades e conhecimentos.

Nossos entes queridos não desapareceram e continuam vivos. É claro que agora já não podemos ter a mesma convivência diária com eles, que viajaram para outro plano. Mas eles vivem e certamente não nos abandonaram. Podemos manter com eles uma sintonia perfeita, recebendo deles vibrações carinhosas e a eles enviando o nosso amor. Durante o nosso período de sono, à noite, muitas vezes nos é permitido o encontro com quem amamos e que está do outro lado da vida, e esses reencontros são registrados em sonhos agradáveis que nem sempre nos lembramos, ao acordar.

Um dos fatores que dificulta os nossos contatos com os entes queridos desencarnados é a falta de aceitação da vontade divina. O inconformismo traz um véu escuro que funciona como uma barreira impedindo o fluir tranqüilo do intercâmbio entre os dois mundos, o mundo material e o mundo espiritual.

Muita gente pergunta se é ou não possível a comunicação do ente querido desencarnado com os seus parentes e amigos que aqui ficaram.

Na Introdução do Livro dos Espíritos encontramos o seguinte esclarecimento:

“Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou mediante evocação. Podem evocar-se todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros, como os das personalidades mais ilustres, seja qual for a época em que tenham vivido: os de nossos parentes, amigos, ou inimigos, e obter-se deles, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a situação em que se encontram no Além, sobre o que pensam a nosso respeito, assim como as revelações que lhes sejam permitidas fazer-nos. Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspira a natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos Superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que os compõem, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de obterem bons conselhos ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes usam nomes venerados, afim de melhor induzirem ao erro.”

Não é, pois, mal algum em se procurar mensagens de pessoas queridas que já se foram, embora não seja garantido que essa mensagem virá, pois, como afirmava nosso saudoso Chico Xavier, o telefone funciona de lá para cá e não daqui para lá.

O importante é que essa procura da mensagem seja feita em local adequado, buscando-se Centros Espíritas bem orientados e praticantes do amor ao próximo e médiuns de elevada condição moral.

SBC, 15/05/2010.

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